quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Cabelos compridos: o fetiche!

Desde criança tive o cabelo comprido. A minha mãe gostava, toda a minha família gostava e os vizinhos também. O meu cabelo era comprido, ondulado e castanho. As pessoas tinham a mania de querer pegar nele (coisa que me irritava profundamente) como se estivessem a tocar numa relíquia. Um belo dia, decidi cortar o cabelo pelos ombros. Que crime! Nunca deveria tê-lo cortado! Era como se fosse património local ahaha. Nunca disseram nada na minha frente mas disseram à minha mãe: nunca mais deixes a tua filha cortar o cabelo! E eu ri-me de tal pedido.
Verdade seja dita, acabei por não gostar do novo visual. Deixava-me mais velha e quando crescia, como era todo encaracolado, demorava séculos a notar-se a diferença.
Mais recentemente, cortei-o novamente pelos ombros. Desta vez já gostei mais. Mas...vi uma prima com quem não falava há muito tempo e a primeira coisa que ela diz é: ah...cortaste o cabelo (com visível desapontamento) e enumerou-me a quantidade de produtos que usa para tratar dos seus caracóis (pintados de amarelo).
Sabem quando temos alguém a falar à nossa frente de coisas completamente inúteis e a nossa mente viaja automaticamente para outro sitio? Foi o meu caso. Depois de falar dos produtos de beleza que usa da cabeça aos pés, sugeriu-me que eu devia usar também alguns. Limitei-me a dizer que a minha carteira não permite tais extravagancias e nem eu tenho paciência para essas modernices todas. E acabou-se a conversa.
Os homens gostam de mulheres com cabelos compridos. Talvez porque gostem de tocá-lo ou porque ainda faz parte do código genético masculino achar que a mulher tem de ter cabelo comprido e o homem cabelo curto. Nunca o inverso.
As mulheres de cabelo curto são independentes, senhoras do seu nariz, autoconfiantes (sim, haja confiança para deixar a cara a descoberto) e geralmente não precisam de aprovação dos homens para nada... e eles não gostam disso.
Ter cabelo curto não é feminino... acham eles e algumas elas.
Ai não? E que tal estas mulheres que usam quase sempre cabelo curto?
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Atualização do post anterior...

Antes de mais, quero agradecer a todos pelas palavras de carinho no post anterior. É sempre bom receber palavras de apoio nos momentos mais complicados! Obrigada!
Tenho boas e más noticias (dependendo do ponto de vista). Depois dos exames não terem revelado nada de importante, o resultado é mesmo...ansiedade. E o que fazer em relação a isso? Nada. Não me deram remédio algum porque é tudo uma questão de autocontrole. Coisa simples, pois claro! A má noticia é que vou sentir sempre as extrasístoles e quanto mais pensar nisso, pior. 
Uma pessoa que é "ligeiramente" hipocondríaca como eu, não fica satisfeita com bons resultados nos exames quando continua a sentir as mesmas coisas (apesar do médico dizer não ser nada). Mas será que estou maluca então? Quando sentimos que aquela batida forte parece que vai ser a ultima, é difícil acreditar nos médicos. Foi então que decidi procurar na net, se alguém sentia  mesmo que eu e não é que encontrei uma página onde várias pessoas relatam o mesmo? Oh maravilha das maravilhas! Já não sou maluca! No forum www.ansiosos.org vi algumas pessoas com os mesmos sintomas e fiquei mais aliviada. É como se de repente o coração acalmasse e as extrasístoles acalmaram uns 80%. Vão passar algum dia? Não mas quando elas acontecem, penso que existem mais pessoas a passar pelo mesmo e é tudo ansiedade. Nos dias mais ansiosos, tomo um xanax e pronto. O que não tem remédio, remediado está! 

Bom fim de semana!
Beijos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fui às urgências!

Ultimamente não tenho me sentido bem. Os médicos dizem que não se sente o coração a bater (a não ser quando ele está acelerado) mas sempre senti o meu, mesmo em repouso. Por isso sei quando ele está a bater fora do normal. 
Há uns batimentos irregulares no coração, chamados de "extrasístoles" que sempre me acompanharam. Nunca liguei muito a isso mas em 2008 a coisa ficou descontrolada. Depois de uma extrasístole bem forte, a pulsação não descia dos 111 e tive de ir ao medico. Fiz exames e não acusou nada de significativo. Mesmo assim passei a tomar o concor para controlar a pulsação. 
Nos últimos 2 meses, as extrasístoles vieram em força e no domingo passado foi terrivel. Estava deitada a dormir quando as malditas aparecem. Viro-me para a esquerda, para a direita e lá estavam elas. Tem horas que não sinto nada e tem horas que elas aparecem de minuto a minuto. Como já não aguentava mais e tinha medo de morrer aqui em casa, decidi ir às urgências ontem.  A tensão estava 11/7...normal. Pulsação normal. Foi feito o eletrocardiograma...não acusou nada. Resultado: ansiedade. E a malvada da extrasístole aparece depois do exame feito...thanks a lot! A medica não me receitou nenhum calmante nem nada do género e disse que para eu ter a certeza de não ter nenhum problema, devia ir ao medico pedir um holter de 24 horas porque naquele momento o ecg não tinha detectado nada.
Para quem nunca teve, a extrasístole é uma pancada forte e lenta como se o coração fosse parar de bater depois daquela batida. Agora, imaginem o que é sentir isso várias vezes por dia e às vezes repetições constantes no espaço de uma hora. Como se não bastasse isso, sinto um aperto na garganta, um peso no peito como se estivesse a ser empurrado para baixo, um calor no peito (e eu não estou apaixonada nem nada!) e diz a médica que é tudo da ansiedade. 
A medica perguntou-me se tenho tido alguma preocupação. Ahahah. Preocupação é o meu apelido! Preocupo-me por a minha mãe estar doente, por o meu pai queixar-se de problemas aqui e ali e até o meu irmão queixa-se disto e daquilo. De manhã as extrasístoles chegam em força na hora do pequeno almoço, de tarde elas acalmam até às 4 mas depois dão sinal de vida (será que é por ter de mudar os pensos para as dores da minha mãe?) e de noite elas voltam em força (se calhar está relacionado com o fato de ficar alerta sempre que a minha mãe vai à casa de banho para ver se ela não cai).
Tomara que seja mesmo ansiedade mas vou ter fazer o tal holter de 24 horas para ter a certeza.
Cheguei a casa e as extrasistoles continuaram de forma mais ligeira. Tomei um xanax e só senti 2 extrasistoles a noite toda, o que foi quase nada em comparação à noite anterior. Hoje já as senti mas são mais fraquinhas. Se calhar é tudo do stress e ansiedade mesmo, porque depois do xanax melhorei bastante!

P.S- Esperei 1h30m para ser atendida e a consulta só demorou 5 minutos.

domingo, 20 de agosto de 2017

A verdadeira depressão

A OMS escolheu a depressão como tema para ser debatido, tratado e alertado em 2017. Porque a depressão não é brincadeira e em casos graves, pode levar à morte. 
Atualmente, em termos mundiais é a segunda principal causa de morte nos jovens entre os 15 e os 29 anos.Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão e grande maioria não recebe tratamento.

"Ai parti uma unha, estou deprimida", "ai esta cor fica-me tão mal que vou ficar deprimida" ou "se eu não comer um chocolate já, vou entrar em depressão!" foram algumas frases que eram ditas por muita gente sem saber o real significado da depressão. A palavra banalizou-se e por isso quando alguém diz que está com depressão é imediatamente ignorada. E esse é o perigo! 

A morte do vocalista dos Linkin Park, Chester Bennington, fez-me falar sobre este tema. Há muitos anos ele lutava com essa doença e as letras das musicas eram o espelho do que ele sentia na alma. 

"I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless, lost under the surface
I don't know what you're expecting of me
Put under the pressure of walking in your shoes
Every step that I take is another mistake to you"


Não sei se ele procurou ajuda ou se lhe ofereceram alguma mas a depressão quando não é tratada, pode levar ao suicídio. Foi o caso. 
Depois da sua morte, vi uma entrevista onde ele falava sobre o assunto. Dizia que tinha de manter a mente ocupada, senão os pensamentos sombrios tomavam conta dele e por mais que tentasse pensar noutra coisa, o lado negro acabava por levar a melhor.

A depressão não é uma doença feminina. É universal, atinge todos os sexos e todas as idades mas quando um homem fala sobre ela, é ignorado. Como se só as mulheres pudessem sentir, sofrer e ficarem tristes...
Não importa se for homem ou mulher, idoso ou criança... quando surgem os primeiros sinais da doença, é fundamental pedir ajuda. Por si e pelos outros.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O direito de saber

Sempre que as aulas começam, os alunos teem de preencher uma ficha com o seu nome, morada e os respectivos dados dos pais. Tudo corria normalmente e o silencio na sala não existia até ao momento em que uma das nossas colegas foi interrogada pela professora:
- Porque não colocaste o nome do teu pai?
A jovem com um sorriso amarelo disse:
- Porque não sei quem ele é...
O barulho que um minuto atrás era normal, foi substituido por um silencio incomodo e limitamo-nos a olhar uns para os outros com ar de espanto. 
Como é que alguém pode não saber quem é o seu pai? Se não vivesse com ele, se ele tivesse abandonado a mãe (mesmo durante a gravidez), até seria relativamente normal mas não saber quem ele era causou-nos uma estranheza com a qual não sabíamos lidar. Talvez por isso nunca falamos nesse assunto com ela.

Quando o Cristiano Ronaldo comprou uma barriga de aluguer para ter o filho, fiquei triste. Triste não só pelo ato desumano que é pagar para ter uma pessoa mas triste também porque aquela criança nunca vai saber quem é a mãe. E o não saber quem é o progenitor deve ser um trauma para a vida. Imagino o que é olhar para uma mulher na rua e pensar: será aquela a minha mãe? humm... aquela tem o cabelo igual ao meu! Será ela?
O problema do contrato feito para ter um filho, é a exclusão automática da mãe da criança ao acompanhar da sua vida. E não é uma tia, avó, irmã, etc que vão substituir esse papel. Mesmo que a mãe seja a pior das criaturas: uma prostituta, toxicodependente, assassina ou ladra é bom saber quem ela é. É um direito básico de qualquer ser humano saber quem são os seus progenitores mas atualmente o dinheiro fala mais alto e a ética e os valores morais não existem quando um ego é do tamanho do mundo. 
Por isso quando o doutor Gentil Martins disse que: "O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe" concordei com ele. Não vai ser o Ronaldo que vai sofrer quando o filho for para a escola e na hora de dizer o nome da mãe, tudo o que se vai escutar é um enorme silencio. Não vai ser o Ronaldo que vai ser gozado pelos colegas (sim, porque as crianças podem ser muito cruéis) quando as mães dos amiguinhos forem buscá-los à escola e ele, na melhor das hipóteses, vai ter uma tia ou uma avó.

domingo, 16 de julho de 2017

Hola!

Recentemente recebi uma visita duma blogger espanhola e dei por mim a pensar numa situação ocorrida comigo há uns aninhos atrás. Vou explicar:
Eu era fã do Ricky Martin e comprei todos os cd's que podia. Entretanto, os anos passaram e a febre pelo moço desvaneceu. Anos depois (em 2005 creio), eu estava na net a jogar snooker online quando falo com um jogador mexicano. Ele diz que eu falo bem espanhol e pergunta onde aprendi e eu disse-lhe que era ao ouvir as musicas do Ricky Martin. Ele pergunta-me se eu gostava dele e eu disse que sim e solta a bomba: "mas sabes que ele é gay, não?" Se ele tivesse perguntado isto há uns anos atrás, eu soltaria todas as pragas do Egito (ai céus, Egito sem o p) em cima dele mas só lhe disse que não acreditava nisso (povo enganado!). Então ele diz que um amigo de um amigo do filho dele, foi convidado para ir ao quarto de hotel do cantor para um encontro sexual. Não sei se a historia era verdade ou não mas a parte dele ser gay foi confirmada pelo próprio em 2010. 
E o que tem esta historia a ver com a blogger? Meu povo, a falta do Ricky Martin na minha vida diminuiu drasticamente a qualidade do meu espanhol e tive de valer-me do tradutor online para responder à minha visitante. Não sei se correu lá muito bem mas na dúvida faço como o Pablo Alboran e digo: perdóname! 😄