terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pausa

Meus amigos e amigas, por motivos pessoais (problemas de saúde da minha mãe), não actualizarei o blog tão cedo. Também informo que não visitarei os vossos blogs pois não tenho animo nem disposição para tal. 
Espero que esta situação seja temporária e esteja resolvida o mais depressa possível.
Até lá, abraços e beijos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Tristeza

foto tirada do site https://www.noticiasaominuto.com/


Perante uma calamidade destas, não há palavras que exprimam tamanha tristeza. Apurar responsabilidades é importante mas nada vai trazer de volta as vidas que se perderam, as casas que arderam e o sofrimento causado por gente irresponsável. 
Felizmente não moro perto do local onde se propagaram os incêndios mas não deixo de sentir uma profunda tristeza por tudo isto que está a acontecer. 

domingo, 24 de julho de 2016

Aeroporto internacional d...


Cristiano Ronaldo veio dar uma fugidinha à Madeira para inaugurar o hotel que terá o seu nome, graças a uma parceria com o grupo Pestana. Como não é todos os dias que temos tão ilustre presença na nossa ilha, o presidente do governo regional Miguel Albuquerque, lembrou-se de colocar o nome do futebolista numa praça. Nada contra, afinal praças há muitas. Mas o que é uma praça quando temos todo um aeroporto (e único ainda por cima), ali tão triste por chamar-se simplesmente de "Aeroporto da Madeira"? O nosso presidente não perdeu tempo e antes que alguém tivesse a mesma ideia de génio, resolveu atribuir o nome de Cristiano Ronaldo àquela obra imponente da nossa terra. Assim sendo, esqueçam o "Aeroporto da Madeira", "Aeroporto de Santa Catarina" ou mesmo "Aeroporto do Funchal".  Agora temos o "Aeroporto Cristiano Ronaldo".
A ironia disto tudo é que o CR7 veio à Madeira por causa do hotel e foi embora em poucas horas, porque se há coisa que ele não gosta de fazer é ficar na sua terra por muito tempo. 
Nem sei bem o que dizer disto tudo, só sentir... vergonha...

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Um homem de fé


Este, não é definitivamente o texto que eu pensei colocar aqui hoje mas não poderia ser de outra forma. 
Portugal ganhou, contra todas as expectativas, o campeonato europeu de futebol de 2016 mas não é disso (directamente) que eu quero falar. Quero falar de fé. Da fé de um homem que era gozado quando dizia que só iria para casa no dia 11 (dito e feito), dos olhares revirados sempre que ele afirmava que a vitoria seria portuguesa e da sua luta contra tudo e contra todos. Eu admito que nunca acreditei (não nego)! 
A verdade é que milagres acontecem. São raros, às vezes nem 1 num milhão mas quando aparecem, têm aquele efeito dominó que nos contagia.  
A fé de Fernando Santos que para a maioria das pessoas parecia disparatada, deu resultado. No seu discurso após o jogo, agradeceu primeiramente a Deus como seria de esperar. E eu curvo-me perante tamanha fé inabalável que manteve-se inalterada até ao ultimo segundo de jogo. É bom encontrar pessoas assim. Aquelas que desafiam qualquer estatística e contrariam todas as probabilidades, são dignas da minha admiração e fazem-me acreditar que tudo é possível àquele que crê!

domingo, 3 de julho de 2016

Crítica Literária: Equador




Sinopse:
Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D.Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos de interesses com a metrópole. E não contava que a descoberta do amor lhe viesse a mudar a vida. É com esta história admiravelmente bem escrita, comovente e perturbadora que Miguel Sousa Tavares inaugura a sua incursão na escrita literária. EQUADOR foi o fruto de uma longa maturação e investigação histórica que inspirou um romance fascinante vivido num período complexo da história portuguesa, no início do século XX e últimos anos da Monarquia. Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto. Licenciado em Direito, abandonou a advocacia para se dedicar em exclusivo ao jornalismo. Ganhou os principais prémios de jornalismo em Portugal e, em 2003, publica o seu primeiro romance, que rapidamente se transforma num best-seller.*


*Fonte Fnac


Opinião:
Este é o primeiro livro de Miguel de Sousa Tavares que eu li. A verdade é que tirando as obras obrigatórias de autores portugueses que lia na escola, não costumo ler muita coisa de escritores nacionais. Porquê? É uma questão de habito. Nada contra.

Sem entrar em grandes pormenores, pode-se dizer que o livro é bem escrito. A historia em principio é cativante e mostra-nos um pouco do que acontecia numa colónia portuguesa. Claro que o escritor fez um trabalho exaustivo para levar-nos a São Tomé do século XX, com todas as dificuldades existentes na altura e isso nota-se.

O problema principal da obra que me fez abandoná-la a meio (por uns dias), foi que nada acontecia até metade do livro. O autor prende-se muito aos detalhes e isso torna-se maçador. Entendo que o objectivo seja levar o leitor a imaginar o que acontece na época mas o excesso de detalhes faz com que tenhamos de saltar algumas linhas para chegar a algum lugar. E quando chegamos lá… sabe a pouco. 

O final (fiquem descansados que não vou contar) é exagerado. O destino da personagem principal nada tem a ver com o seu percurso ao longo da obra e por isso não me pareceu justificado.

Pontuação: 6/10

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Esquisitices...


Hoje ouvi na tv uma coisa que me deixou abismada. Num programa onde as pessoas ligam para dar a opinião sobre os mais variados assuntos, um ouvinte ligou para defender o CR7. Disse ele que "o melhor do mundo" pode fazer tudo o que lhe apetece e não tem dever nenhum de ser humilde porque ele é o rei do mundo. Ainda pensei que ele estava a ser irónico mas não, estava a ser sincero. A que ponto nós chegamos! Por causa do futebol, se um jogador adorado por milhões tiver vontade de matar alguém, roubar, violar, cometer as maiores atrocidades, pode fazê-lo só porque sim. Atirar um microfone para um lago? Nah... é uma brincadeira de crianças.
Ao contrário do que o ouvinte disse, eu acho que as pessoas devem manter a humildade independentemente do dinheiro que tiverem. Se a pessoa vier de uma origem humilde, essa obrigação deve ser maior porque sabe o que é passar por dificuldades. Sabe o que precisar de dinheiro e não ter e deve (obviamente não é obrigado), ajudar os mais desfavorecidos. 
Pelos vistos há quem pense que uns golos justificam tudo...

terça-feira, 7 de junho de 2016

É nas tuas mãos que me encontro

Andava eu por estes lados sem inspiração, quando a querida Céu resolveu dar-me uma ajudinha. Ela lançou-me o desafio de começar um poema e eu teria de dar continuidade ao dito cujo. Os dois primeiros versos são dela e os restantes são meus.



É nas tuas mãos que me encontro
me dou, me entrego e me sei
é nos teus braços que me sinto rainha
e tu, meu imponente rei.
É entre estes lençóis que as palavras calam
a tua pele, o teu perfume penetrante
invadem o meu ser num ritmo alucinante.
Devoramo-nos um ao outro no prazer do momento
o mundo não existe, resta apenas o sentimento.