quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Critica literária: Sputnick, meu amor


Sinopse:
«O narrador, um jovem professor primário, está apaixonado por Sumire, uma rebelde que conheceu na universidade. Um dia, num casamento, Sumire conhece Miu, uma mulher fascinante e misteriosa, de meia-idade, por quem se apaixona loucamente, acabando por se transformar na sua secretária. Partem para a Europa, numa busca que as empurra para uma estranha e mútua descoberta, e também para um desenlace assombrado. Ensaio sobre o desejo humano e a especulação sobre o destino, o livro de Haruki Murakami é um exuberante exemplo da arte de um dos mais importantes escritores do Japão contemporâneo.»

Opinião:
É o primeiro livro que leio deste autor e por isso mesmo, não sabia bem o que esperar.
O narrador do livro está apaixonado por uma jovem que deseja ser escritora. Esta por sua vez, nunca conheceu o que era o amor até apaixonar-se por uma mulher casada. O triângulo (se é que assim pode ser chamado) entre as 3 personagens não é feito de guerras, ódio ou inveja. O professor está apaixonado por Sumire mas entende e aceita que ela não o ama. Sumire é muito amiga de K. (o professor), telefona-lhe sempre que precisa para desabafar ou falar das suas duvidas existenciais mas não sente nenhum desejo sexual por ele. Por fim Miu, ama Sumire mas não sente desejo sexual por ela (nem por ninguém).

O livro fala-nos de solidão. As três personagens principais são seres solitários, completamente inadaptados ao mundo que os rodeia. É essa inadaptabilidade que os une. Nenhum tenta mudar o outro nem acha estranho o comportamento mais excêntrico do outro. Por esse motivo, não é de estranhar que as ultimas 100 páginas do livro mostrem o destino insólito de Sumire e a reacção dos outros dois personagens em relação ao sucedido.

Eu li as 265 paginas em 2 dias. A leitura é fácil e sem dificuldade. Não gostei particularmente do final mas se tivermos em conta toda a existência da personagem principal, até faz sentido.


Pontuação: 6.5/10

12 comentários:

  1. Fiquei curioso... porque gosto de Sputniks** ;) amor e leituras, mas desconheço o autor.

    ** Não te digo o que são sputniks na minha terra :) ahahahahahaha
    ADORO!!

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    1. Hum... podes dizer que eu não conto a ninguém! ahahah
      Eu sou devoradora de livros. Posso ter um à minha frente durante meses sem pegar nele mas assim que começo, termino-o em 2 ou 3 dias no máximo independentemente do nº de páginas.
      Tudo de bom!

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  2. Ofereceram-mo pelo aniversário em Setembro mas ainda não lhe peguei. Porquê? Porque tive que ler (imposição escolar) Viagens na minha terra, e Budapeste-Bucareste, Bucareste-Budapeste também por imposição escolar. Pelo meio, ainda um livro de um amigo "É de noite que me invento" e ainda outro livro de outro amigo "Almas que não foram fardadas" Para o inicio do segundo período tenho que ler "O corcunda de Notre-Dame" e "O retrato de Ricardina" De modo que o Sputnik só lá para as férias grandes. Aliás tenho ali uns 6 livros todos a aguardarem vez.
    Um abraço

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    1. Já li Viagens na minha terra há muito tempo (por imposição escolar também). Os outros não conheço.
      A leitura é um vicio que devia ser incentivado desde cedo!
      Abraço Elvira

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  3. Olharei com carinho no próximo sábado o livro em uma das livrarias da cidade, pois não conheço o autor. Sua indicação é um referencial para ser levado em conta.
    Embora haja sempre uma pilha de livros aguardando a minha leitura por força do meu trabalho, estará na minha lista.

    Beijos, Ana!

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    1. Que bom Carlos!
      Também tenho uma pequena pilha de livros para ler mas quando a preguiça toma conta de mim, não há nada a fazer. Depois que pego no livro leio feito doida por querer saber o final logo ahahah
      Beijos Carlos.

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  4. Também nunca li nada do autor... Talvez esse livro seja uma boa escolha para começar!

    Bjxxx

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  5. Uma boa sugestão de alargar horizontes literários.

    Beijinhos

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  6. Parece-me ser um livro bem interessante e do tipo que me agrada bastante. Tão depressa não vou ter tempo de o ler, tenho muitos outros livros à frente, mas quero faze-lo um dia. Obrigada pela dica.

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  7. Penso que nunca li nada desse autor. Bom fim de semana!

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  8. Olá, Aninhas!

    Como estás? Com frio, naturalmente. Aqui, está um frio de rachar os ossos e uma neblina molhada e gélida. Nunca vi tempo assim.

    Não conheço o autor que referes e naturalmente também o livro. O resumo que fazes da história, pôs-me apensar tanta coisa, a imaginar! O que levará três criaturas, duas do sexo feminino e uma do masculino a não sentirem desejo, atração sexual e viverem no seu ego, muito bem ou muito mal instalados.

    Deve ser um romance mto contemporâneo, versando aquelas temáticas muito obscuras, que eu não entendo, e portanto, desligo.
    No amor, eu aceito os "triângulos", desde k de sexos diferentes, mas em determinada altura, um dos lados tem de sair, para a coisa ter "cabimento" e interesse.

    Não gosto de romances, em geral, mas acho k li quase todos os clássicos nacionais e estrangeiros. Para eu gostar de um romance, ele tem de ter uma capa que me agrade, depois o tipo de letra é fator a ter em conta e finalmente o conteúdo tem de ser leve e apelativo. Linguagem direta e simples, introdução chamativa e finalmente o conteúdo tem de ser leve, mas muito envolvente.

    Falando aí com o nosso amigo comum Alberto, os sptuniks são, ou sempre assim foram conotados, maliciosamente, acho eu, como supositórios, que os homens héteros não gostam de usar, e dizem eles com uma certa piada: à 1ª estranha-se, mas à 2ª entranha-se. Tás a ver?

    FELIZ NATAL E EXCELENTE ANO NOVO!

    Beijinhos.

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    1. Olá Céu!
      Aqui o frio piora sempre durante a noite mas ontem até nem foi mau de todo.

      O livro é de 2008 por isso ainda é relativamente recente. Eu também não conhecia este livro nem o autor. Recebi-o como presente de uma amiga.

      Ah então era isso! Não fazia a menor ideia mas não sou homem e nunca gostei de supositórios ahahaha

      Feliz Natal!
      Beijinhos

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