quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Paixão ou obsessão?



Recentemente vi um filme chamado "Asylum" ou em português "A Casa da Loucura". O filme conta a história de uma mulher que se apaixona por um "doente mental", internado num manicómio por ter assassinado brutalmente a sua mulher. Mesmo sabendo do passado dramático do amado, a senhora não hesita e mergulha de cabeça numa paixão que tem tudo para dar errado. Abandona o marido e o filho e vai viver essa paixão para bem longe. Remorsos? Às vezes batem à porta mas ela trata de afastá-los rapidamente assim que é acolhida pelos braços do jeitoso!

Ao ver este filme lembrei-me de todas as mulheres que conheço (e não são poucas), que abandonaram marido e filhos para viverem uma aventura. Às vezes dá certo, outras vezes não. Por isso pergunto-me: será mesmo que é amor? Ou será que o desejo, a paixão, a ânsia de sair da rotina faz com que as pessoas enganem-se e pensem que é amor mas tudo não passa de uma ilusão? Até que ponto o amor pode levar uma pessoa a cometer loucuras, chegando ao ponto de anular-se, perder completamente a auto-estima só para viver em função de outra pessoa? Será mesmo que é amor ou tudo não passa de uma obsessão?