segunda-feira, 28 de março de 2016

Atira-te ao mar e... vai atrás do barco!


A noticia cómico-quase-trágica do dia, senão mesmo do mês, é a da senhora inglesa que após perder o barco e o avião de regresso a casa (um azar nunca vem só), acaba por escolher ir a nado! Para quem não acompanhou as noticias, passo a explicar:
Um casal de idosos, igual a tantos outros que visitam a ilha, decide vir a terra para apreciar a paisagem. Tudo corria bem, até que o casal discute... vai-se lá saber porquê. O senhor revoltado com a esposa, decide que não quer ir mais de barco com ela, pega nas malinhas e parte para o aeroporto. A senhora vai atrás dele. A dado momento, a mulher perde o marido de vista e para mal dos seus pecados, vê o barco no qual chegaram ir embora. O tico e teco da mulher entram em curto-circuito e pensam: queres ver que o desgraçado deixou-me aqui sozinha e foi embora no barco? 
Ora bem, a idosa num momento de insanidade (esperemos que temporária) atira-se ao mar, vestida e agarrada na malinha de mão e ainda acredita que consegue alcançar o barco. Obviamente esse ato insano não dá resultado e após 4 horas no mar e 500 metros percorridos, a mulher de 65 anos perde as forças. 
Já passava da meia-noite quando três amigos pescadores, estavam no seu barquinho a tentar apanhar qualquer coisinha para o almoço do dia seguinte. De repente, ouvem uns gritos assustadores e eles param o motor do barco para ouvir melhor. Quando aproximam-se do som terrivel, percebem que não é uma sereia, nem uma baleia ou um tubarão agoniado mas sim uma senhora idosa a pedir "help me!". Logo, trataram de salvar a senhora que mais parecia um cadáver depois de tantas horas na agua.
E o marido da senhora? Parece que já estava sentadinho no sofá a ver as noticias bem descansado da vida.
Que rica pescaria hein?!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Hoje é dia...

Hoje é dia mundial da poesia. Tentei puxar pelo tico e o teco a ver se davam sinal de vida e quiçá, surgisse um raro momento de inspiração mas... nada! Ainda pensei por os dedos na tomada, na esperança que o curto-circuito fizesse-os voltar à vida mas abandonei essa ideia assim que vi o Van Damme na tv. O que isso tem a ver para o caso? Humm... sempre que vejo o Van Damme, lembro-me dele nu no soldado universal e pronto, ganho um novo alento (sim, eu alegro-me com facilidade). Como a inspiração não apareceu, resolvi procurar algum assunto interessante para colocar aqui e não deixar esta data passar em claro. Foi então que o site do pensador deu-me a dica: porque não colocar aqui uma frase interessante de uma pessoa sui generis?
Encontrei esta maravilha do grande poeta:

Custa tanto ser sincero quando se é inteligente! É como ser honesto quando se é ambicioso. - Fernando Pessoa

Ai quase tive um orgasmo ao ler tamanha preciosidade! É que ser inteligente é cada vez mais raro hoje em dia. E eu gosto de pessoas inteligentes. Ai o que eu seria feliz com o Einstein! Enfim, fica para a próxima...
Voltando à frase escolhida, (pois, eu perco o foco com facilidade) a inteligência e a sinceridade não podem andar de mãos dadas? Então quem é sincero não é inteligente? Hummm... ser inteligente é saber falar e principalmente calar na altura certa. É como um jogador de poker que usa óculos escuros para que os outros não vejam o seu "espelho da alma" quando tem (ou não) uma boa mão. É que a honestidade no jogo (bem como em tudo na vida), deve ser usada com conta, peso e medida, se a ambição for mais importante que tudo o resto.

Pronto, divaguei...

quinta-feira, 17 de março de 2016

O tal do gerúndio...

Gerúndio

Forma nominal do verbo, constituída por um gerúndio simples (<andando>) e um gerúndio composto (<tendo andado>). O gerúndio forma-se acrescentado ao radical <ndo, mantendo a vogal temática própria de cada conjugação (<amando>, <correndo>, <partindo>). 
Provém do ablativo do gerúndio latino, que era um substantivo da voz ativa, que supria as formas que faltavam ao infinitivo, pelo que apenas possuía três casos (o genitivo - <scibendi>, o dativo e o ablativo - <scibendo>).*


Provavelmente influenciada pelas novelas brasileiras, o gerúndio para mim é usual. Ainda assim, resolvi procurar na net se esta forma de usar o verbo estava correta ou não e a resposta foi: nim! No Brasil é normal ouvirmos: "o que você está fazendo?" ao contrário de "o que estás a fazer?" mas isso é porque a construção gramatical das frases é diferente. Porém, segundo as minhas pesquisas, o gerúndio também é usado em Portugal conforme as regiões. Na Madeira não é invulgar ouvirmos o "vai-se andado" quando alguém pergunta o nosso estado de saúde. 
Na língua inglesa o gerúndio é usado normalmente (verbo+ing). Por exemplo: what are you doing? when are you coming home? 
Então, porque é que o gerúndio parece tão errado em Portugal, se nos outros países é perfeitamente normal?

*Fonte: http://www.infopedia.pt/$gerundio

segunda-feira, 7 de março de 2016

Realmente...


Sim, eu sou esquecida, distraída, desastrada e perco as coisas nos lugares mais estranhos para depois encontrá-las num sitio completamente invulgar. 
Não me peçam direcções porque nem eu sei para onde vou e o risco de perder-me pelo caminho é de 100%!