segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sobre os reality shows...

Em Portugal, a febre dos reality shows começou no ano 2000. O primeiro Big Brother foi um fenómeno que eu não assisti do começo porque não tinha tv cabo na altura. Os seguintes foram diminuindo de espectadores até que alguém lembrou-se de criar uma casa onde os concorrentes lutavam para descobrir os podres uns dos outros. Não assisti nenhum secret story e vejo que não perdi nada. O problema é que a minha mãe descobriu o canal 12 onde podemos ver a quinta o dia todo. Ai sofrimento!!! Ter de levar com gente mal educada, fútil, vazia, interesseira e sem escrúpulos é demais para a minha inteligência. E como não há outra tv em casa, resta-me assistir aos meus filmes e series online. Valha-nos isso!
Ainda assim, pude perceber qual é o motivo que leva algumas pessoas a ficarem viciadas neste tipo de programa. Tal como as pessoas habituam-se e até adoram aqueles apresentadores que aparecem todos os dias no ecrã, estes reality shows são uma companhia diária para quem está em casa. É como se aquelas "personagens" se tornassem parte da família e é inevitável criar simpatia ou ódios de estimação. 
Diz o doutor Quintino Aires que estes programas são uma amostra da nossa sociedade. Existe o bom e o mau da fita, o palhaço, o coitadinho, a donzela e a galdéria. Torcemos pelo casal, queremos ver pancadaria, choramos e rimos quando sucede alguma coisa e ficamos tristes com as injustiças.
Apesar de entender o fascínio que um reality show provoca, continuo sem sentir o menor apelo por este tipo de entretenimento. Aliás, estou até a pensar sabotar a tv só para ver se descanso uns dias!