domingo, 3 de julho de 2016

Crítica Literária: Equador




Sinopse:
Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D.Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos de interesses com a metrópole. E não contava que a descoberta do amor lhe viesse a mudar a vida. É com esta história admiravelmente bem escrita, comovente e perturbadora que Miguel Sousa Tavares inaugura a sua incursão na escrita literária. EQUADOR foi o fruto de uma longa maturação e investigação histórica que inspirou um romance fascinante vivido num período complexo da história portuguesa, no início do século XX e últimos anos da Monarquia. Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto. Licenciado em Direito, abandonou a advocacia para se dedicar em exclusivo ao jornalismo. Ganhou os principais prémios de jornalismo em Portugal e, em 2003, publica o seu primeiro romance, que rapidamente se transforma num best-seller.*


*Fonte Fnac


Opinião:
Este é o primeiro livro de Miguel de Sousa Tavares que eu li. A verdade é que tirando as obras obrigatórias de autores portugueses que lia na escola, não costumo ler muita coisa de escritores nacionais. Porquê? É uma questão de habito. Nada contra.

Sem entrar em grandes pormenores, pode-se dizer que o livro é bem escrito. A historia em principio é cativante e mostra-nos um pouco do que acontecia numa colónia portuguesa. Claro que o escritor fez um trabalho exaustivo para levar-nos a São Tomé do século XX, com todas as dificuldades existentes na altura e isso nota-se.

O problema principal da obra que me fez abandoná-la a meio (por uns dias), foi que nada acontecia até metade do livro. O autor prende-se muito aos detalhes e isso torna-se maçador. Entendo que o objectivo seja levar o leitor a imaginar o que acontece na época mas o excesso de detalhes faz com que tenhamos de saltar algumas linhas para chegar a algum lugar. E quando chegamos lá… sabe a pouco. 

O final (fiquem descansados que não vou contar) é exagerado. O destino da personagem principal nada tem a ver com o seu percurso ao longo da obra e por isso não me pareceu justificado.

Pontuação: 6/10