quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O regresso das sombras

2017 é o ano de regresso de "cinquenta sombras" ao cinema. Este ano, tal como aconteceu com o primeiro filme, a estreia foi no dia dos namorados. Como li o livro, claro que também tinha de ver o filme para poder comparar.
Se o livro não vai parar à lista dos "a não perder", o filme segue o mesmo rumo mas não vou falar dele aqui.
Quero falar sobre o quanto as pessoas levam a sério um livro ou um filme e como aparentemente, tanto um como outro, podem revelar um pouco da personalidade do espectador/leitor.
As feministas de plantão acham que cinquenta sombras são um insulto à independência das mulheres, à sua luta pela igualdade de direitos e à sua emancipação. Pelos vistos, gostar de umas palmadinhas de vez em quando é vergonhoso. Chicotes, algemas e sabe-se lá mais o quê, são objectos que deviam ser banidos da face da Terra. Meninas, relaxem! É só uma obra de ficção!


Onde é que está escrito que uma leitura define uma personalidade? Porque é que tudo tem de ser tão sério e intelectual? Será que as pessoas não podem aprender a relaxar e não levar tudo tão a peito?

Eu gosto de filmes de terror (sobrenatural) mas nem por isso tenho vontade de ver um fantasma. Gostei de ler o cinquenta sombras mas nem por isso quero ser algemada ou chicoteada. Não levem tudo tão a sério!