domingo, 19 de fevereiro de 2017

O trauma dos musicais

Quando eu era criança gostava de brincar, como qualquer outra criança. A minha brincadeira preferida era correr. Quando por algum motivo ficava sem os meus amiguinhos de brincadeira, não me chateava nada ficar em casa a ver tv. Gostava de filmes e novelas brasileiras. Normalmente gosto mais dos filmes de acção, drama e terror mas como não gosto de limitar os meus estilos, às vezes faço o sacrifício de ver coisas como comédias, animação ou romance. Porém, há um género que ponho quase 100% de parte: os musicais. Descobri que não sou a única, felizmente. É que na vida real, ninguém anda feito doido a cantarolar as suas alegrias ou tristezas ao mesmo tempo que rodopia no ar, balanceia os pés de forma ritmada ou dá palminhas conforme a musica. Esse é o meu problema com musicais. São ridículos e completamente desnecessários. 
Quase todos os musicais que vi, foram ao acaso (à excepção do fantasma da opera e do mamma mia). 

1996 foi um ano traumático para mim. Achava que o filme Romeu e Julieta com o Di Caprio ia ser um espectáculo porque era um clássico mas não sabia que era um musical. Agora imaginem o meu sofrimento quando me dou conta que aquilo era cantado. Será que vejo? será que não vejo? Ainda vou a tempo de fugir! pensava eu... Mesmo assim fiquei até ao fim porque não sou de desistir a meio. Custou mas era pelo Leonardo di Caprio (ai os sacrifícios que eu faço pelos homens!). 
No mesmo ano, Madonna deu um ar de sua graça no cinema. Eu na maior inocência, achei que podia ser um bom filme porque contava a historia de Evita Péron. Quando oiço o Antonio Banderas cantar já pensei em fugir...  depois vem a Madonna, o Banderas e assim sucessivamente. Aguentei bravamente até ao fim.

Em 2006 surgiu o filme 300. Relutei em ver porque achei que um filme a lembrar as lojas baratuchas não podia ser grande coisas mas enganei-me. 300 homens musculosos num só filme? I'm in heaven!!! Não, o filme não é um musical mas tem o Gerard Butler que era a minha obsessão da altura e devorei todos os filmes dele, incluindo o fantasma da opera. E sim, eu ADOREI o fantasma da opera. É o único musical que eu vi e revi porque além de ter musicas fantásticas, é dark, intenso e tem o "meu" Butler.

Em 2008 apareceu o Mamma Mia e eu só vi porque tinha as musicas dos Abba que escuto desde criança. Ainda por cima tinha o meu "cota" preferido que é o Pierce Brosnan. Ele canta tão mal mas tãooo mal que chega a ser engraçado. Mesmo assim, ele bem podia desafinar ao meu ouvido que eu não me importava nada. Ah, se gostei do filme? Claro que não. Sorry Meryl... mas tenho as musicas no pc.

Isto tudo para dizer que o filme queridinho para os oscares, o "La La Land" vai passar-me completamente ao lado porque o Ryan Gosling não me aquece nem arrefece e para ver um musical, preciso de um gajo bom, oops! bom motivo.  👼